top of page
Taurinos e Zebuinos

Descomplicando a
Produção in vitro de embriões

A produção in vitro de embriões (PIVE) bovinos é uma técnica crucial de grande impacto na reprodução assistida. É uma ferramenta robusta que requer profissionais altamente capacitados, insumos e tecnologias comprovadas para alcançar bons resultados. Essa técnica possui diversas etapas e profissionais envolvidos, por isso é crucial reforçar a atenção na escolha deles. De maneira simplificada, vamos descomplicar as etapas desse processo:

Homem realizando aspiração folicular em uma vaca.

01

OPU

A coleta de oócitos por aspiração folicular guiada por ultrassom (OPU - ovum pickup) é realizada na fazenda do produtor ou em centrais de doadoras, onde a doadora é preparada para garantir seu conforto e segurança durante o procedimento. O procedimento é conduzido por um veterinário especializado, utilizando diversos equipamentos.  O ultrassom é utilizado para visualizar os folículos ovarianos, nos quais os oócitos estão presentes. Uma agulha de aspiração é então inserida no ovário para suavemente aspirar o líquido folicular contendo os oócitos, com o auxílio de uma bomba de vácuo para garantir a pressão ideal de aspiração.

02

SELEÇÃO DOS OÓCITOS

Após a OPU, ainda na fazenda, o líquido folicular é processado, lavado e ocorre a seleção dos oócitos. Essa etapa requer um técnico treinado para realizar a busca, separação e classificação das estruturas obtidas através da OPU. Concluído o processo, os oócitos selecionados são alocados em tubos contendo um meio de cultivo ideal para a nutrição das estruturas e guardados na transportadora de oócitos até chegarem ao laboratório

Pessoa realizando o processo de seleção de oócitos bovinos. Mão, micropipeta e placa.

03

MIV

Pessoa introduzindo a micropipeta em um tubo para pegar os oócitos

Maturação in vitro (MIV): esse processo inicia desde a OPU e seleção dos oócitos, quando eles são colocados nos tubos, com um meio de cultivo ideal para o seu correto desenvolvimento. Como na PIVE não utilizamos hormônios para superovulação das doadoras, é realizada a coleta apenas de oócitos ainda imaturos, ou seja, que não estão prontos para serem fecundados, por isso é necessário realizar a   MIV. A partir do momento em que os tubos chegam ao laboratório, todos os procedimentos são realizados internamente até que o embrião esteja formado.

04

FIV

Após a MIV, os oócitos estão aptos a serem fecundados, esse processo é chamado de fertilização in vitro (FIV). Neste momento, realizamos a preparação do sêmen, seja ele convencional ou sexado, através do descongelamento e capacitação dos espermatozoides, e em seguida os colocamos em contato com os oócitos para que ocorra a fertilização. Nesta etapa também é crucial utilizar meios de cultivo que garantam a segurança e eficiência do procedimento.

Pessoa realizando a fertilização in vitro, está inserindo milhares de espermatozoides no meio de cultivo onde estão os oócitos.
Pessoa está realizando o cultivo dos zigotos.

05

CIV

Após a FIV, realizamos o processo de cultivo in vitro (CIV), onde descartamos os espermatozoides utilizados na etapa anterior, pois já cumpriram o seu papel. Selecionamos as estruturas que foram fertilizadas e as alocamos em um meio de cultivo completo, rico em nutrientes que permite o desenvolvimento completo do embrião. Essa etapa dura 7 dias e ao terminar temos embriões prontos para serem transferidos para as receptoras ou congelados.

06

TE

A transferência de embriões a fresco (TE) é realizada após a conclusão do processo de CIV. Ainda no laboratório, utilizando meios de cultivo apropriados para essa etapa, envasamos os embriões em palhetas de transferência para que sejam levados até o local onde estão as receptoras já previamente preparadas para recebê-los.

Nessa etapa os embriões saem do laboratório e são transferidos diretamente para a receptora, esse processo ocorre na fazenda do produtor ou em centrais de receptoras e deve ser realizado por um médico veterinário capacitado.

Equipamento para transportar embriões está com diversas palhetas contendo embriões
Pessoa está congelando embriões em uma máquina para congelar embriões

07

CRIOPRESERVAÇÃO

É uma ferramenta arrojada que tem sido amplamente utilizada, pois entrega versatilidade na utilização dos embriões produzidos no laboratório. A criopreservação permite que os embriões sejam armazenados por tempo indeterminado, ou seja, não é necessário transferi-los para as receptoras imediatamente após o CIV.

Essa tecnologia aumenta ainda mais as possibilidades de uso e os benefícios de trabalhar com embriões.  Permite realizar a venda de embriões para locais distantes dentro e fora do país, planejar o calendário reprodutivo para concentrar as transferências dos embriões de acordo com a necessidade da propriedade e ter um banco de embriões para quando necessitar transferi-los em receptoras já protocoladas evitando a perda desse protocolo feito.

Essa possibilidade tem revolucionado o mercado e, apesar de ser muito desejada, são poucos os laboratórios que possuem essa tecnologia disponível. Na COLAB GENETICS, essa tecnologia já é uma realidade, pois dispomos de ferramentas arrojadas de criopreservação amplamente fundamentadas e consolidadas. Destacamos a técnica de congelamento de embriões para transferência direta (direct transfer – DT), a qual é a mais procurada pelo mercado. Além de agregar valor e permitir a exportação de embriões, ela facilita o trabalho realizado no campo durante a transferência, pois o embrião congelado fica armazenado no botijão de nitrogênio líquido e é descongelado e transferido diretamente para a receptora, sem a necessidade de procedimentos e manipulações extras.

Onde estamos

Contate-nos

Todos direitos autorais reservados, qualquer reprodução ou cópia não autorizada será sujeita a medidas legais. Por favor, entre em contato para obter autorização antes de utilizar esse material.

2024 COLAB GENETICS - Todos os direitos reservados

bottom of page